sábado, 4 de julho de 2009

A eternidade de um momento.

Ele esqueceu
ela esqueceu
e ninguém mais lembrou


do tímido cair do dia no horizonte
das mãos desnudadas, sedentas de pele
do respirar agitado do corpo
do cansaço entregue ao sono,
deitado num leito de vagas de espuma


Por um momento eterno
ele a amou
ela o amou
eles se amaram

Soltaram as amarras
e o amor partiu ...

Sozinho.

5 comentários:

Observador disse...

Começas a habituar-nos a um tipo de escrita séria e a sério.

Do estilo que nos obriga a parar, ler e pensar.

Mais um bom produto "made in" «TUDO DE MIM. OU QUASE».

Pedro Branco disse...

COmo uma onda? Essas vão e voltam, ou não?

Tudo de mim. Ou quase. disse...

Observador:
assim colocas nos meus ombros uma certa responsabilidade. Depois de tamanho elogio (acho eu...) passarei a ter mais atenção ao amontoado de palavras que coloco aqui. Será que entendes o que quero dizer?

Tudo de mim. Ou quase. disse...

Pedro:
as ondas, com efeito, vêm e vão.
Mas a mesma onda não acontece duas vezes. Cada uma é única. Digo eu. Ou já não sei que digo...

Observador disse...

Claro que entendo.

Em certos amontoados encontram-se grandes trabalhos.