terça-feira, 17 de novembro de 2009

Post ridículo. Pouco recomendável a pessoas susceptíveis e com tendência a acharem-me louca. Não estou. Sou. Talvez me ausente por uns tempos...









Às vezes não sei quem sou. Reconheço-me em mim. Conheço-me em cada imagem alienada que pinto, desta que também sou eu.




Às vezes dói cada sorriso que se me abre na boca. Sinto que os lábios se rasgam em tristeza contida na alma. Às vezes dói cada olhar fechado, humedecido pela claridade. Às vezes dói o silêncio. Às vezes dói cada palavra que fica por dizer, percorre o meu peito em labaredas e me transforma em cinzas levadas pela água. Às vezes dói cada palavra proferida, cada uma que de mim sai é um alfinete cravado na carne. Dói. É uma dor calada, uma dor que não conto, uma dor que dói e de tanto doer deixa de se sentir. Por momentos ausento-me de mim. Encarcero cada fragilidade minha nas masmorras de um castelo que eu própria ergui.




A minha maior prisão sou eu?

Não adianta perguntar. Já sei a resposta. 


Até breve. Talvez.

6 comentários:

Observador disse...

Às vezes apetece dizer que escreves muito bem e que nos transmites o que te vai na alma de uma forma sublime.

Beijo

Nuno R disse...

Conheço tão bem essa sensação de dor enquanto se sorri. Como se estivesse a pedir algo que não se adequa ao meu estado de espírito, e me inflama o peito.

Gostei do blog. :)

J.P. disse...

"Às vezes não sei quem sou. Reconheço-me em mim. Conheço-me em cada imagem alienada que pinto, desta que também sou eu."

Conheces-te por dentro, mas não te reconheces por fora. Deixas-te conhecer por fora, mas omites o que vai por dentro.
O espelho, por vezes, reflecte uma autêntica contradição.

Iúri "Zúluri Regueiro" disse...

amiga....aconselho te

de um louco para ti

http://zionpavillion.blogspot.com/2009/11/variacoes-de-um-rebelde-1.html

espero qeu gostes diz me a tua opiniao

André disse...

é bom, sempre bom, passear por blogs das redondezas e levar uma estalada de um texto bem escrito. Das que nos acordam e nos fazem pensar. Obrigado

Pedro Antunes disse...

sem te conhecer que não do mundo dos blogs conheço muito bem essa (des)ilusão... esse não estar satisfeito consigo proprio, esse não caber na própria pele.

entendo-te muito bem... se calhar por partilhar isso... por beber a mesma ausencia...

talvez essa dor seja condição da poesia... sangramos para dar cor as rosas, choramos para purificar as almas... vagueamos no nada ... para dar vida e forma a tudo...

se te serve de consolo não estas só...

beijo e força...

es muito mais forte do que pensas