terça-feira, 10 de novembro de 2009

Do âmago.

O tempo tinha arrancado a inocência pueril de quem nada teme.


A sua chegada encheu-a de certezas e de incertezas carpidas na alma.



Ele prendeu-lhe fios de carinho nos cabelos soltos. Colocou-lhe flores no regaço.



... e a calçada outrora cimentada na carne e no âmago transformou-se em jardins que ele lhe semeara no peito aberto.












Porque todas as palavras soam ridículas,

porque nem sequer sabes que penso em ti enquanto as escrevo,

porque nem sequer me lês em cada entrelinha que me escorre dos dedos enquanto vou soltando frases carentes de significado...


... nem eu me compreendo, nem eu as entendo. Sou outra que não sou. Sou derrotada na minha fortaleza. Fico encarecerada nas masmorroras do meu próprio coração que teima em bater mais forte forte por ti.



Não me conheço. Não mais reconheço em mim aquela que julgava conhecer. Afinal, sou pequena e
 
 
 
 tenho medo.

3 comentários:

Observador disse...

Estás a olhar para o espelho errado, B.

Pensa bem. E diz-me se não tenho razão. Um pouco que seja.

Bj

Patrícia disse...

Todos nos sentimos assim alguma vez na vida.

made in ♥ love disse...

ainda bem que não tiveste medo de escrever o teu medo... ajuda a ultrapassar... e gostei muito mesmo...

Um beijinho
Eduarda
Be in ♥ love