terça-feira, 22 de setembro de 2009

E...


...dedilhas canções de embalar nas veias que tenho cravadas na carne,
enquanto me apertas num laço junto ao peito

...nasces-me na pele e floresces-me na boca de cada vez que repito o teu nome

...cantas-me versos de algo nunca antes escrito em cada folha que soltas dos dedos

e vais-te lançando contra mim, como um múrmurio doce de ondas semeadas no oceano

e eu vou me desfazendo das rochas, da areia, até ser (simplesmente)
mar.

2 comentários:

Patrícia disse...

Andas mto filosófica...

Pedro Antunes disse...

e parece que o amor mora nesse cantinho...
que há gotas de vida novas nesse mar...
que há sede de dar e de beber ...
vontade de amainar as tempestades...
um pronuncio qualquer de por fim aos temporais...

qualquer coisa de lindo, tão lindo como linda é essa tua vontade de te entregares...
tanta vida nova para viver e ousar viver pedaço a pedaço..

fico deslumbrado com a cumplicidade doce do que escreves...

deslumbrado com essa luz toda que so pode morar na alma de quem se entrega ama e acredita..

dessa luz que já tive mas que parece ter partido algures nas velas da minha barca arremessadas pelo vento.

sonha...

prometo vir ler-te