sexta-feira, 22 de outubro de 2010

É para ver se aprendes, B*zinha!

Para a próxima, se houver uma próxima, tenta não dar tanto.

É certo, quando dou, dou tudo, dou o melhor e o pior de mim. É certo, às vezes (imensas), tenho um feitio de merda e nem sempre sou a pessoa mais agradável do mundo. É certo, porra, que sou honesta, sou sincera, sou leal e todas aquelas coisas que parecem muito apreciadas nos outros mas que nem todos os mortais conseguem ser.
Fui levada a tomar uma decisão que não queria tomar. Porque não era nada disto que eu queria. Não era nada desta merda que eu queria, OK??? Quando tem que se optar entre uma de duas coisas que nos magoe, acabamos sempre por optar por aquela que nos magoa menos a longo-médio prazo. Mas no fundo queremos uma terceira hipótese que nem existe, uma terceira opção, aquela que nos faria estar bem. A verdade é que esta que escolhi magoa demais e não sei quanto mais tempo vai doer assim. Tenho a porcaria do coração em cacos porque acreditei naquilo que, um dia, pensei nunca vir a acreditar. Acreditei.
E agora tenho esta porcaria toda espalhada no chão. E agora nem sei como voltar a juntar tudo. E agora não sei se haverá cola que me valha.

Agora, put@ de vida, vê se me deixas morrer por um bocadinho que isto há-de acabar por melhorar.*

.  

*Metaforicamente falando, claro.




3 comentários:

Maria disse...

Há dias em que subscreveria o teu post...

:)

Di disse...

É escusado dizer que sei o que isso é, que tudo vai ficar bem, que a dor vai desaparecer... A verdade é que quando nos sentimos assim não há palavras que nos façam sentir melhor. Por isso só te digo que podes desabafar o quanto quiseres. As pessoas que te lêem vão compreender e dar-te a maior força...

:)

Narizinho Lunático disse...

Melhora, acredita! eu passei longos meses assim. A olhar para os cacos em que se tinha transformado o meu coração, sem saber como é que ia colar aquilo tudo. E chorei. E berrei. E gritei. E, um dia, acordei e percebi que já não doia tanto. E, dia-a-dia, a dor foi diminuindo. Se esqueci? Não, é impossível. Não se esquece algo que nos magoa como um ferro em brasa. Mas segui em frente. E voltei a ser feliz. A felicidade não é absoluta. Há dias bons e dias maus. E há dias mais ou menos. E depois há aqueles dias em que percebemos que a m***a da vida não é perfeita, que não há pessoas perfeitas, e que até as pessoas que mais nos amam conseguem magoar-nos. E isso faz com que recordemos os dias negros do passado. Mas, depois, passa. E, no dia a seguir, o sol volta a brilhar. Por isso, não desistas. Um dia, doi menos. Muito menos. E, um dia, deixa de doer por completo!! Beijinhos e coragem!! :)