sábado, 16 de janeiro de 2010

Qualquer coisa do coração ou da alma. Qualquer coisa por aí...








Tenho que arranjar uma armadura para esta coisa esponjosa a que chamam coração.



É difícil. Magoa, o facto de não podermos fazer planos para hoje. Não nos podermos encontrar daqui a uma hora, por exemplo, no café que fica naquela ruela íngreme perto da minha casa. Não podermos fechar os olhos, todas as noites, no carinho adormecido nas veias. Dói.


Resta-nos muito. Resta-nos tudo. Só não temos o agora, aquele tempo presente em que há margem para surpresas de última hora. Não nos resta a distância. A distância é o que sobra. É o que está a mais. Temos o presente, com hora marcada, e o futuro. Quem sabe, um futuro.


Por enquanto, vou tentando arranjar formas de aniquilar esta pontada que insiste em dilacerar-me o peito. Bem sei, se te falar disto tentarás apaziguar-me docemente, dizendo que é assim que tem que ser. Que o futuro virá. E eu fico pequenina. Sou pequenina. Sou impaciente. A espera sem tempo definido deixa-me perdida. O ar provoca-me remoinhos no peito enquanto não chegas.


Gostava de conseguir mentir-te. Dizer, no meio de um sorriso, "Demora o tempo que for preciso, que eu aguento-me.". O problema é que não consigo...


Não precisavas dizer que voltarás, porque a promessa ficou feita em cada peça de roupa que deixaste, em cada bilhetinho que espalhaste pela casa e só depois descobri.


Apetecia-me atirar-te com toda a eternidade para o colo, ter a certeza que nenhuma história poderá ser tão feliz e especial como a nossa. Não quero que ela seja apenas um parêntesis porque eu não sei não esperar nada. Eu quero tudo. Quero conjugar-nos no futuro.




Bem sei que já falta pouco para chegares mas há minutos que parecem toda uma vida...
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Não! Não! Não!





Não me sonhem. Não me idealizem. Não tentem descortinar a minha felicidade por entre lágrimas ou a minha tristeza escondida num sorriso. Não tentem.



Não me conhecem em cada sonho que me surge no peito enquanto encosto a cabeça ao céu. Não sabem o que eu sofri. Não compreenderão a minha sede de infinito ou o meu descontentamento constante. Não conseguirão entender a contradição que é ser-se feliz com coisas simples e, ao mesmo tempo, querer tudo. Sentir o mundo na palma das mãos.


Não me sonhem. Não me idealizem. Eu sou o que se vê e não sou nada do que julgam ver em mim. Perco-me para que não tentem encontar-me. Erro. Vacilo. Caio no pó do caminho. Levanto-me de joelhos esfolados e cabeça erguida. O sol ou a chuva tentam impedir-me de prosseguir mas não quero voltar atrás.


Não me sonhem. Não me idealizem. Se, na verdade, nem me vêem, como poderiam fazê lo? Como podem pensar que me conhecem? Julgam-me. Julgam o meu sorriso. Julgam a minha ira. Julgam que eu sou assim porque sim. Não sabem nem nunca saberão que a vida me transformou no que sou. Não me sonhem. Não me idealizem. Não.
 
 
 
Deixem-me ser.





segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Algo que me faça sorrir por dentro, se faz favor!







Hoje estou assim. Triste. O coração encolhido no peito, batendo em surdina. Porque há dias em que isto se torna verdadeiramente difícil de suportar e bastaria um simples abraço apertado para mudar tudo. Hoje estou assim.



Ponto final.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Agora digam-me lá se eu não tenho o melhor namorado do mundo?!*





Sou fumadora. Sou assumidamente viciada em alcatrão, nicotina e monóxido de carbono, melhor dizendo. O meu namorado, felizmente, não. Também sou assumidamente assim a dar para o nervoso, que é como quem diz, fervo em pouca água. Se o tabaco acabar ou desaparecer misteriosamente, atinjo o ponto de ebulição em poucos segundos. À falta de isqueiro, também. Há uns meses atrás, chego com o B.B. ao hotel depois de jantar e decido que o que ia mesmo bem era um cigarrinho na varanda do quarto. Toca de vestir o "equipamento" (é só de mim ou fumar ao frio não é a mesma coisa?), agarro no maço de tabaco mas o isqueiro tinha desaparecido...


Eu- B.B.? Viste o meu isqueiro?
B.B.- Não... procura na mala ou no casaco, deve estar por aí...


Viro o quarto do avesso, com B.B. a ajudar-me e do isqueiro nem sinais de vida.


Eu- Ai, isto não é possível! Eu quero fumar um cigarro!
B.B. Oh... fumas amanhã de manhã, B. Deves ter deixado o isqueiro no carro. Amanhã já o vamos buscar.
Eu- Mas eu não quero fumar amanhã de manhã! Eu quero fumar AGORA!
B.B.- E o que é que acontece se não fumares agora?
Eu- Hum... Fico irritada. Fico muito irritada...
B.B.- Então espera que eu já venho, sim, B.?


E pronto. Lá foi o B.B. ao -1 com um cigarro na mão para o caso de o maldito isqueiro não estar no carro. Resumindo: acendeu o cigarro com o isqueiro do carro e veio com o cigarro aceso pelo elevador do hotel até ao 2º andar. Entra no quarto de rompante com o cigarro (a meio!) na mão e um sorriso triunfante na boca.


B.B- Já vem a meio, B., mas havia gente a usar o elevador e tive que esperar que ficasse livre...


Não é lindo?! Pode não ser tão romântico, isso é certo, mas naquele momento fiquei mais feliz com um cigarro do que ficaria com um ramo de rosas! Ehehe


Tenho para mim que o detector de incêndio do dito hotel não está a funcionar a 100%.
*Ooops, lapso da minha parte... Eu reformulo. Digam-me lá se eu não tenho o melhor namorado do mundo e arredores?!
** Ah! Escusado será dizer que, efectivamente, o isqueiro estava no carro, mas o B.B. nem o viu...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aquilo que tu não sabes.




E, de cada vez que chegas assim, toda a minha vida fica suspensa num fio invisível de ternura. A respiração sustém-se no breve instante em que o ar me causa tempestades no peito e tudo parece, enfim, ganhar algum sentido.
Como posso estar tão cheia de ti se quando não estás me ausento de mim mesma? Agora me apercebo. De cada vez que partes esqueço-me de mim

em ti.

Mania de desafios.

Recebi ontem do meu mais-que-tudo um desafio. Bem, não sei se as minhas manias me diferenciam do comum dos mortais. São apenas características minhas pouco relevantes e que devem ser comuns a muita gente, mas como nunca me nego a um desafio...



As regras são as seguintes:


"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue."


Então aqui vai:

Mania número 1:
Uso três despertadores para conseguir levantar o rabo da cama (sim, leram bem... TRÊS!). No total despertam cerca de 7 vezes.

Mania número 2:
Cheirar a roupa no fim de lavadinha... Pois, gosto do cheiro do amaciador, que hei-de fazer?

Mania número 3:
Atirar com as chaves de casa e do carro e os telemóveis para um sítio qualquer. Depois perco bastante tempo a tentar encontrá-los. Só para terem uma ideia, as chaves do carro andam "desaparecidas" desde quarta-feira da semana passada. Se alguém as encontrar é favor devolvê-las à dona.

Mania número 4:
Hum... Ah! Já sei! Tenho a mania de adormecer com televisão ligada.

Mania número 5:
Refilar, refilar, refilar... Até posso ceder, mas primeiro tenho que refilar um bocadinho...


Agora desafio... tcharam!!!!!!!!!

Contextos e Entrelinhas
:: Keep On Walking ::
Diabo de Roupa Curta
*Gira [Com O] Sol
Palpit' Aqui

E tratem de responder a tudo que depois eu vou ver se fizeram os trabalhinhos de casa!

domingo, 27 de dezembro de 2009

A propósito do medo.





O medo é cobarde. Chega quando todos saem, aninha-se no peito e bebe-nos o sangue qual sanguessuga.



O medo tem medo das gentes. E, por isso, espera horas tardias de solidão para nos entrar pelas janelas abertas da alma. O medo tem medo do medo. E foge, o cobarde, quando outros chegam.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O tempo não tem tempo.




A palavra tempo sempre despertou em mim sentimentos contraditórios. Nunca o entendi muito bem: afinal quanto tempo tem o tempo, quanto tempo nos dá o tempo?


Recomecei a usar relógio de pulso apenas de há uns anos para cá... Tudo porque, de cada vez que o usava, sentia que ele teimava em apressar-me para algo que não queria que chegasse, evaporava minutos que queria viver para sempre ou, simplesmente, não avançava para algum momento que ansiava que acontecesse. Daí até se tornar um vício olhar para os três ponteiros no mostrador, foi um passo. Passava a vida, suspensa na ansiedade, de olhos postos no pulso, observando cada deslizar cadenciado até que, a muito custo, consegui manter com aquele engano engenhoso uma relação mais saudável.

Nas minhas certas incertezas sei, agora, que o tempo é eterno e se move em círculos. Traz, leva e, muitas vezes, devolve aquilo que arranca de nós à socapa, qual caçador furtivo à espera da melhor oportunidade para apanhar a presa desprevenida.

Aprendi a apreciar os instantes que antecedem algo que eu quero muito que chegue... o batimento cardíaco acelerado, a garganta seca e a cabeça produzindo mil imagens que de tão desejadas se tornam reais. Consigo, agora, aproveitar a brevidade de momentos em que um olhar indiscreto e inquieto diz tudo, sem angustiar-me com o inevitável fim. O olhar, esse, guardo-o na escassa eternidade de que me faço e, por isso, sobrevive ao avançar galopante do tempo. Diz-se do momento ser o mais breve período em que o tempo pode dividir-se. Eu digo, esse momento poderá ser o mais duradouro de todos, dentro da sua curta duração. Já não penso nas noites que comem os dias impiedosamente, porque os risos e sorrisos, os olhares cúmplices sobrepõem-se à triste ideia de finito. E isso chega para que tudo se sustenha. Embrulho cada pedacinho de cada momento em papel colorido, porque um dia estaremos demasiado velhos para dizer piadas sem sentido e viveremos de memórias. Redescobriremos, então, cada um deles no pó de tempos passados, mas que permanecem tão presentes agora como naquele lapso de tempo. Neste tempo não há tempo. Neste tempo, ausente de si mesmo, deixo apenas que os meus sentidos naufraguem em instantes que carregarei comigo, eternamente.



Acho que voltarei a esquecer-me de usar relógio...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Eis que volto ao silêncio. Recorrente. (Des)Conforto...




Nada te direi, pois então. Que as palavras estão gastas e pouco sentido fazem. Nada direi. Deixarei que cada palavra morra em mim e se transforme em ar comprimido de encontro ao peito. Nada direi e com isto digo tudo.


Mas sinto...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quando tudo está além das palavras.




 Sinto permanentemente essa necessidade. Mas talvez seja impossível encontrar outras formas de o fazer. Queria escrever. Queria deixar escorrer pelos dedos palavras que traduzissem este muito, este tanto. Depois apercebebo-me qua as palavras são pouco perante o que me trepa no peito e se aloja algures entre o coração e a alma. Essas palavras não são nada. Estão gastas, amarelecidas pelo tanto que as repito. As palavras são as mesmas. E eu nasço outra sempre que o que sinto me sufoca os sentidos. Nasço em mim como cada onda que se insurge do âmago do oceano.



Saber que te tenho é sentir que regresso a casa.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu.


Eu tinha tudo.


Eu tinha os meus livros.

Eu tinha as minhas canetas de todas as cores.

Eu tinha os vestidos mais bonitos.

Eu tinha os meus brinquedos. Muitos. Imensos. Demasiados.

Eu tinha sempre um sorriso alegre e despreocupado.

Eu tinha tudo.

Eu era infeliz.

 
 
 
 
 
E cada sorriso meu era um grito.

domingo, 29 de novembro de 2009

Os ciúmes das letras.


Li cada linha que escreveste. Li o que ficou por escrever, perdido nas entrelinhas. Li.





E doeu.

Cada palavra que escreveste e que não era para mim.



Vou deixar o passado no sítio a que ele pertence.
No passado.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Coisas mais ou menos assim.



É naquele espaço de tempo em que as ruas se calam e o silêncio me grita no peito que eu mais sinto a tua ausência. É naquele espaço de tempo em que a noite me chicoteia a alma e as poucas luzes espalhadas lá fora se acendem...








...que a tua ausência me deixa um sabor amargo na carne.

...que a tua ausência me confunde e

desordena os sentidos.




A tua ausência não é apenas a tua ausência. É a minha ausência de mim, também. 


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

E, naquele preciso instante, senti o peso do mundo inteiro em cima dos ombros.


Tinha adormecido no intervalo de um filme qualquer que estava a dar na televisão. O toque do telemóvel acordou-me. Eras tu. Estavas algo triste, insatisfeito com algumas coisas que se têm passado na tua vida. Ouvi-te com atenção, como sempre. Queria dizer palavras para te confortar, mas tinha-as perdidas algures em mim e não as encontrei. Quando procuramos conforto junto de alguém, isso não quer dizer que esperamos que essa pessoa nos solucione os problemas. E a única forma que eu tinha de te confortar naquele momento era abraçando-te. Senti-me revoltada com esta distância física. Senti-me triste. Senti-me pequenina e impotente. Amputada pelos quilómetros que nos separam e nos impedem de estarmos juntos tantas vezes como aquelas que desejamos.










Amo-te para lá de todos os quilómetros.
E espero que o tempo seja bondoso connosco, como só ele sabe ser...

Para que conste e para evitar que te queixes um dia destes...









... eu também amuo e faço beicinho.


Tenho dito.

domingo, 22 de novembro de 2009

Uma "não partida" anunciada.




Estou aqui novamente. Na verdade, nunca cheguei a partir. Quando se anuncia uma partida isso não quer dizer que se tenha real intenção de partir. Anunciei a minha partida? Sim, anunciei. Tinha intenções de partir? Não, não tinha. As partidas nunca são fáceis. As bagagens costumam tornar-se cada vez mais pesadas à medida que se somam partidas e aquilo que se deixa para trás acaba por tornar-se parte da bagagem que levamos connosco. Eu nunca quis partir... mas isso não quer dizer que não o faça um dia destes. Às vezes sinto necessidade de provar a mim mesma que há razões para ficar, permanecer. Preciso de sentir que, se resolvesse partir agora, alguém colocaria a mão no meu ombro e me pediria para ficar, porque valeria a pena. Ninguém o fez. E eu permaneci. Talvez eu faça valer a pena ficar. Talvez não.






Agora vou contar-te algo que nunca contei antes... o meu coração pede-me todos os dias o teu sangue. Premente. Urgente. Teimoso. De uma forma pueril.
 
Como se não fosse possível haver um não.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Post ridículo. Pouco recomendável a pessoas susceptíveis e com tendência a acharem-me louca. Não estou. Sou. Talvez me ausente por uns tempos...









Às vezes não sei quem sou. Reconheço-me em mim. Conheço-me em cada imagem alienada que pinto, desta que também sou eu.




Às vezes dói cada sorriso que se me abre na boca. Sinto que os lábios se rasgam em tristeza contida na alma. Às vezes dói cada olhar fechado, humedecido pela claridade. Às vezes dói o silêncio. Às vezes dói cada palavra que fica por dizer, percorre o meu peito em labaredas e me transforma em cinzas levadas pela água. Às vezes dói cada palavra proferida, cada uma que de mim sai é um alfinete cravado na carne. Dói. É uma dor calada, uma dor que não conto, uma dor que dói e de tanto doer deixa de se sentir. Por momentos ausento-me de mim. Encarcero cada fragilidade minha nas masmorras de um castelo que eu própria ergui.




A minha maior prisão sou eu?

Não adianta perguntar. Já sei a resposta. 


Até breve. Talvez.

domingo, 15 de novembro de 2009

As mulheres e o sexo.

F: Olha, tenho uma pergunta para te fazer...
Eu: Faz...
F: Achas que se uma mulher nunca tiver vontade de fazer sexo com o marido pode correr o risco de ser traída?
Eu: Nunca, nunca?
F: Nunca, nunca...
Eu: Hum... então tenho a certeza que sim, que corre esse risco.
F: Oh... porra. Eu estava a falar de mim, entendes?
Eu: Entendo...
F: E continuas a achar o mesmo?
Eu: Obviamente que sim... Agora faço eu uma pergunta: o teu marido sabe cozinhar?
F: Não... nem uns ovos mexidos sabe fazer...
Eu: Então imagina que passas uma semana sem cozinhar... o que faria ele?
F: Possivelmente ia comer fora...
Eu: Pronto... agora queres que te faça um desenho?
F: Não. Porra, pareces mesmo um gajo a falar...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Se o meu olhar matasse...










... a taxa de mortalidade aumentava.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Do âmago.

O tempo tinha arrancado a inocência pueril de quem nada teme.


A sua chegada encheu-a de certezas e de incertezas carpidas na alma.



Ele prendeu-lhe fios de carinho nos cabelos soltos. Colocou-lhe flores no regaço.



... e a calçada outrora cimentada na carne e no âmago transformou-se em jardins que ele lhe semeara no peito aberto.












Porque todas as palavras soam ridículas,

porque nem sequer sabes que penso em ti enquanto as escrevo,

porque nem sequer me lês em cada entrelinha que me escorre dos dedos enquanto vou soltando frases carentes de significado...


... nem eu me compreendo, nem eu as entendo. Sou outra que não sou. Sou derrotada na minha fortaleza. Fico encarecerada nas masmorroras do meu próprio coração que teima em bater mais forte forte por ti.



Não me conheço. Não mais reconheço em mim aquela que julgava conhecer. Afinal, sou pequena e
 
 
 
 tenho medo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

É preciso ter galo...


Sabem quem é que consegue abrir a porta de um armário enquanto está a falar ao telemóvel... e acertar em cheio na cabeça? Sabem?





Pois... eu.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tu não sabes...







mas quando te conheci, apaixonei-me por ti...




...novamente.

sábado, 31 de outubro de 2009

Coisas de machos.

Estava eu olhando distraidamente (juro!) para um certo menino enquanto este fazia xixi, quando:


Ele(muito ofendido)"- O que foi? Nunca viste um pénis?"


E eu a pensar que os seres com pilinhas entre as pernas só tinham este tipo de problemas quando mijavam ao pé de membros do mesmo sexo...

Nota: O dito menino tem apenas quatro anos... não será precoce colocar uma questão deste género?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Se eu fosse um animal...




14h17m
O telemóvel toca.

S.A.: Então linda, tudo bem?
Eu: Hum... Estou a dormir.
S.A.: Está bem. Liga-me quando acordares...


15h42m
O telemóvel toca novamente.

Eu: Siiim?
F.: Então tu não sabes o que aconteceu?!
Eu: Não... Estou a dormir...
F.: Ah... Depois ligo. Beijos

17h29m
O telemóvel toca uma vez mais.

S.: Querida! Olha, estava a pensar ir ao (...)
Eu: Porra! Mas será que não posso dormir descansada? Falamos depois! Beijinho

Pelo que me disseram, quando o telemóvel toca e eu estou a dormir, torno-me numa pessoa agressiva. Juro que é mentira! Eu nem me lembro de nada... Acho que sofro de amnésia. Ou então é um distúrbio qualquer ainda por identificar...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vida de cão?





Juro que não sei como ela consegue dormir descontraidamente na MINHA cama... enquanto eu estou a pensar que amanhã já não poderei passar o dia quase todo na ronha. Humpf... de volta ao trabalho. Raios! Inveja... muita inveja... ainda dizem que a vida de cão é que é! Eu não me importava nada de ter a vida...da minha gata.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Colisão. Em câmara lenta. Regresso...



Ainda não sei como entraste. Logo eu, que nunca gostei de sentir a casa demasiado cheia. Pessoas, quadros, móveis. Pó. Agradam-me as paredes. Brancas, vermelhas. É como se, na sua imponência, confessassem timidamente coisas passadas. Tudo o que está a mais desvia a atenção daquilo que realmente importa. Também nunca me agradou muito o factor surpresa. As poucas pessoas que recebo em casa são sempre convidadas previamente. Para o caso de não serem... a campainha está ao lado da porta, lá fora, só para o caso de. E tu chegaste sem avisar. Quando me apercebi de ti, estavas cá. Confortavelmente. Surpresa. Olhei para o chão de madeira e não vi malas nem bagagens. Estranhei a familiariedade com que me olhavas, o à vontade com que me descobrias em cada canto meu. Tive medo que me conhecesses, senti-me vacilar dentro de mim, encher-me de incertezas. Tudo mudaria irreversivelmente. Mas aproximaste-te de mim, seguro, e nos teus passos ouvi o respirar das folhas, o vento revolver as entranhas e desalinhar-me o cabelo. Tremi. Quis esconder-me ou fugir, nem sei. Não o fiz. Deixei-me ficar, quieta, com o ritmo do coração descompassado na boca e na cabeça. As pernas trémulas, uma sensação estranha no estômago. Uma mistura de imagens, sons, cheiros invadiu me a alta velocidade. Queria perceber... De alguma forma, descobrir-te a alma em algum lugar. O olhar, atento, tentando desvendar o que se seguiria, ansiando saber que sentimentos carregarias contigo, a que velocidade bateria o coração dentro do peito, que segredos me dirias sem falar. Observei-te silenciosamente, porque qualquer palavra estaria a mais. Apaziguaste-me o coracão e a alma com os olhos e as mãos e, subitamente, notei... Reconheci-te. Sempre te desejara. Sempre tinha esperado a tua chegada, mesmo sem saber quem eras ou como serias. Sempre almejara que acontecesses. E sempre soube que, quando chegasses e apesar de ainda não te conhecer o corpo, me sentiria em casa. Mas até aquilo que desejamos muito pode assustar, ganhar as proporções de um maremoto interior que varre tudo por onde passa, quando nos aparece sem aviso.

Poderei ir embora, se preferires, quando quiseres, dizias tu calmamente. Murro no estômago. Súbita vontade de chorar. A minha pequenez. E se eu quisesse que nunca fosses? Não quero que vás... Com os olhos, pedi para ficares.

A minha maior tristeza sempre fora sentir-me uma pessoa avulso. No entanto, tinha a certeza que existias. Sabia, no fundo, que por mais que tentasse esconder-me ou fugir, não conseguiria. A alma sabe sempre o caminho de casa. Ainda não sei como entraste, não sei. Não interessa. Mas um dia ainda me hás-de dizer porque é que não partiste.


Finalmente chegaste... finalmente...

sábado, 24 de outubro de 2009

Noites assim.


Quando isto acontece gostava de ver uma luz ao fundo do túnel. Uma solução. Sinto o corpo e a mente cansados. Talvez um abraço bastasse. Qualquer coisa que quebrasse a distância. Qualquer coisa que comesse o pó do caminho que nos separa. Qualquer coisa que me deixasse adormecer tranquila. A minha mão na tua. O teu respirar, descansado, em uníssono com o meu. O bater compassado do teu coracão no meu peito.
Quando isto me acontece sinto-me triste. Pouco dona de mim. Derrotada na fortaleza que eu mesma criei e que sempre julguei ser capaz de proteger-me de tudo. Fecho os olhos
...




Eu só quero que estas insónias me deixem...


...porque hoje me sinto infinitamente pequena...
será que podes embalar-me até eu conseguir adormecer
?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Princesa... mas pouco.




Gostava de pedir um desejo... um, apenas.
Será que podes continuar a dizer que sou uma princesa... até eu me cansar de ouvir? Podes?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Post (in)útil...



Meus queridos, hoje partilho convosco algo fora do comum. O meu blogue não prima, particularmente, pela publicação de fotografias ou qualquer coisa que revele o meu quotidiano. Mas hoje... hoje não resisti. Esta "menina" que podem ver pelas fotografias é a minha gata (partilho a minha casa com ela há mais de um ano). Sim, é traquina. Sim, é endiabrada. Sim, adora sofás e cortinados. E, hum... telemóveis. E sim, gosta mais da minha cama do que da cama dela. Mas é uma doçura. Não é?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O princípio de todas as coisas.



Leva o tempo que quiseres...
Conta-me na pele a tua saudade, em sussurros. Não te apresses, toma o tempo que for preciso, que o tempo nem existe. Repete-me a mesma história, a nossa história, e embala-me assim, serena, num conto sem fim.
Abre a portão, sem medo. Prende a tua mão na minha e faz-me acreditar que a nossa história ainda não está escrita em nenhum livro amarelido pelo tempo, que podemos pintar cada folha em branco com as cores que quisermos. Faz-me acreditar que nada será em vão, porque vale sempre a pena desde que acreditemos.
Deixa... não precisaremos de nos esforçar muito. Porque as coisas mais bonitas são obra do acaso e nem precisam de serem trabalhadas. Basta que abras o portão
.

sábado, 10 de outubro de 2009

Eu acredito...

Confio.

domingo, 4 de outubro de 2009


No início, ele era um choro quase mudo , rompendo o silêncio. Como uma bruma anunciando a tempestade. De tão cheia, de tanta necessidade de me libertar, prendendo-me, foi trepando a alma até sair pelos olhos em forma de água salgada. Conheceu o mundo pelas janelas que lhe abri em mim. Estendeu as mãos pequenas na tentativa de o alcançar. A boca ávida. A fome. A sede. Um querer tudo. Urgente. Alimentou-se de mim. Fortaleceu-se.
Cresceu.

Adormeceu-se no meu peito nu e foi-se entranhando na carne. Desfez-se em estilhaços, espalhou-se como pólvora seca soprada pelo vento. Arrebatou a força das ondas e insurgiu-se contra os penhascos que eu sempre erguera em meu redor na tentativa de o afastar.
Ficou.
Alguma vez te contei como comecei a amar-te?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Foda-se!


Ao telefone:


Eu - Foda-se! Aaaai, desculpa...

Ele - Desculpa, porquê?

Eu - Desculpa por ter dito foda-se. Foda-se! Disse outra vez foda-se!

Ele - Não importa... Estou no Porto.


Pois é. Tenho a informar, meus queridos, uma senhora também diz asneiras. Mas só às vezes. E hoje é daqueles dias em que me apetece dizer algumas.

Fico-me pela habitual... foda-se... para a distância.

sábado, 26 de setembro de 2009

Palavras vs Sentimentos

Não sei se será mesmo assim...
Se quando temos muito cá dentro, sai pouco cá para fora. Palavras, portanto.
Talvez quando sentimos demasiado não haja forma de fazermos a sua transposição para algumas (poucas) palavras.
Tenho sentido alguma (muita) dificuldade em escrever. As palavras morrem-me no coração, ficam aprisionadas na garganta, fogem-me entre os dedos e o aglomerado de letras que se forma é algo diminuto.
Hoje, faço das palavras dos outros as minhas...



"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violeta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!" Florbela Espanca

Uma quase-certeza... talvez encontre as minhas palavras nas dos outros... as que não consigo dizer ou escrever.

Uma certeza absoluta... já sentia saudades tuas antes de conhecer-te.



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

... fizeste-te música em mim...






... e a voz da tua poesia ainda
me lança raios no peito.





quarta-feira, 23 de setembro de 2009

não posso dizer-te o quanto gosto de ti... não posso...







...como saberias viver com tanto?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

E...


...dedilhas canções de embalar nas veias que tenho cravadas na carne,
enquanto me apertas num laço junto ao peito

...nasces-me na pele e floresces-me na boca de cada vez que repito o teu nome

...cantas-me versos de algo nunca antes escrito em cada folha que soltas dos dedos

e vais-te lançando contra mim, como um múrmurio doce de ondas semeadas no oceano

e eu vou me desfazendo das rochas, da areia, até ser (simplesmente)
mar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Clandestinos.



Um (des)encontro eterno e inevitável?
Dança dos dias.
Noites em branco.

Portos vazios. Maré cheia.

Clandestinos.

Trovoada em mim.
Água na boca.

Desejo calado....
que morde e arranha.

Carne ardente.
Rastilho.

Chama que nos incendeia.

Fogo...
em ti ...
em mim.

Choves-me na pele quente.

Tu deixas-me tão...
nua.

Tu fazes-me tão...
tua.

domingo, 20 de setembro de 2009

PORQUÊ?

Porque é que me deixas assim?



...com o coração nas mãos?