No intervalo existente entre aquilo que sou e aquilo que finjo ser, já não sei ser... quem sou....
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Aviso importante à blogo-tripulação.
Venho informar-vos que, por motivos que não devem ser do vosso interesse nem do menino jesus nas palhinhas deitado, este navio está prestes a afundar-se. Posto isto, para aqueles que não queiram ir ao fundo, tenho lugar para todos noutro barquinho, onde haverá toalhas secas e bebidas quentes para quem queira continuar viagem comigo. Sim, que esta merda não é como no Titanic. Para mais informações, é favor mandarem um e-mail para o endereço que está algures por aqui. Foda-se que isto soou bonito. Bom, até à vista!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Puta que pariu mais ó caralho. Ou assim.
Hoje não fui trabalhar. Amanhã também não irei. Porreiro não é?
Estou acordada desde as sete da manhã. Já fiz o meu café. Já fumei uns quatro cigarros.
Tive que tirar a peida de casa para comprar tabaco, levar o lixo e pôr o cão a fazer o xixi dele.
O cão, não sei se já vos disse mas creio que não, é muito amigo do ambiente. Não fez o xixi na rua, qual quê? Esperou a chegada a casa para fazer o xixizinho no chão da cozinha.
O outro fez o favor de dar sinais de vida e desassossegar-me o espírito. Se bem me lembro, tinha dito que não queria mais notícias dele, mas vá...
Tenho a casa para limpar.
Tenho um cesto de roupa gigante e, acreditem, se fosse crente em Deus até diria, oh meu Deus!, tenho um cesto de roupa gigante, como estava dizendo, para passar a ferro.
O meu cão apareceu-me há coisa de minutos, sorrateiro, com o focinho cheio de areia. Acabou de descobrir as maravilhas da areia onde a gata, coitada que ela também precisa, faz as merdas dela.
Foda-se.
Tirando isto está tudo bem.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Parecendo que não, é fodido.
Chegar à oficina, estar a sair do carro e ouvir o patrão dizer ao empregado:
- É para trocar os pneus da frente e mudar o óleo à senhora.
Pronto, a senhora era eu! E eu tenho pneus? E eu preciso de mudar o óleo?
- É para trocar os pneus da frente e mudar o óleo à senhora.
Pronto, a senhora era eu! E eu tenho pneus? E eu preciso de mudar o óleo?
Agora não sei se devo rir ou chorar, oh foda-se!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
No trabalho...
Ela: Está mesmo frio!
Eu: Está?! Nem tinha sentido... Mas adoro quando me contas novidades dessas.
Conversas sobre o estado do tempo são sempre produtivas e interessantes. A novela das seis surte o mesmo efeito.
Eu: Está?! Nem tinha sentido... Mas adoro quando me contas novidades dessas.
Conversas sobre o estado do tempo são sempre produtivas e interessantes. A novela das seis surte o mesmo efeito.
domingo, 7 de novembro de 2010
A sério que fico extremamente constrangida
...quando ouço uma mulher falar mal de si mesma só para receber um elogio. Ontem, estando eu à espera de ser atendida num daqueles sítios onde o prato do dia é sempre o mesmo, fast-food, ouço qualquer coisa que me faz voltar a cabeça. " Não posso comer isso porque qualquer dia fico gorda como uma vaca.". Quando olhei para a pessoa em questão vejo uma miúda nova e magra. Até arriscaria dizer, boa. Confusos? Estive mesmo, mas mesmo mesmo, para lhe perguntar, então e nesse dia em que fores gorda como uma vaca também vais dar leitinho, querida? Eh pá, o ponto a que algumas pessoas chegam só para receberem um elogio. Enfim. Acabei por não lhe fazer a tal pergunta. Creio que teria sido um bocadinho indelicado da minha parte.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Não sei bem que título dar a isto.
Até podia falar na bela merda que o meu cão fez ali no chão da sala, depois de o ter levado à rua. O diabo do animal tem personalidade, lá isso tem! A calçada não lhe serviu para fazer o "serviço", por isso espera pela chegada a casa para fazer o mesmo.
Bom, mas não era isto.
Hoje, enquanto ia distraidamente a caminho do trabalho, surgiu-me um pensamento. Surgem-me bastantes pensamentos, agora que penso nisso. Na verdade, aqui a je farta-se de pensar. Não de um modo filosófico. Longe disso. Na grande maioria, os meus pensamenos revelam-se estúpidos. E então, hoje, a caminho do trabalho, como estava eu dizendo, ocorreu-me um desses pensamentos estúpidos.
E o que terei eu pensado? ( Agora é aquele momento em que eu imagino que, efectivamente, quem lê o blogue elabora esta pergunta mentalmente...)
Se todas as pessoas tivessem tomates, o mundo seria um sítio muito mais agradável para viver...
Calma!
Eu gosto muito de ser mulher! Tirando alguns acessos de fúria, o facto de ser algo desastrada e nem sempre um exemplo de delicadeza, tirando a minha incontinência verbal no que concerne uma linguagem menos própria para uma senhora (segundo a opinião de alguns ), bom, tirando isso tudo e mais algumas coisas que não me ocorrem no momento, até sou muito mulher.
Mas, raios! Uma mulher pode ter tomates, ou não?
Se todas as pessoas tivessem tomates, o mundo seria um sítio muito mais agradável para viver...
E quando penso nisto nem sei se hei-de sentir orgulho de mim mesma, se hei-de sentir pena por algumas pessoas. É que tenho impressão que às vezes os meus tomates são dignos de competir com um qualquer fenómeno no Entroncamento. Depois lá me lembro que isto de ter tomates não é para todos. Mas não consigo deixar de pensar...
Se todas as pessoas tivessem tomates, o mundo seria um sítio muito mais agradável para viver...
Tudo isto porque ter capacidade para pegar o touro pelos cornos, tomar decisões difíceis, que sim, são difíceis, mas são as mais acertadas, saltar sem saber se o pára-quedas abrirá ou se nos esborrachamos no pó do caminho, enfrentar um olhar, ousar discordar e argumentar, arriscar e talvez perder, continua a não ser para todos. Só mesmo para quem tem tomates.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Alguém conhece?
Eu pensava que só existiam dois géneros de pessoas. Pessoas do género masculino e pessoas do género feminino.
Nos últimos tempos, passei a ter conhecimento de outro género de pessoas.
Sabem aquele género de pessoas que, no meio do infinito amor que dizem nutrir, vos promete o céu, as estrelas e a Via Láctea inteira? Aquele género de pessoas que tem muitos princípios? Aquele género de pessoas cheias de moral e bons costumes? Aquele género de pessoas que faz de tudo para parecer politicamente correcto ( nota de rodapé: Estas pessoas não costumam ter um partido. Na verdade, vivem para agradar e nunca ferem susceptibilidades. )? Sabem? Conhecem? Anyone?
Eu pensava que não conhecia, mas fiquei a conhecer.
O (des)prazer foi meu e ala que se faz tarde!
Na minha vida não há espaço para pessoas deste género.
Por isso, para vocês, sim, vocês que se incluem neste terceiro género, só duas palavrinhas:
Vão-se foder!
Pronto, não sou politicamente correcta e daí?
Sim, tenho opinião própria!
Sim, sou determinada.
Não, nunca me sentarei confortavelmente, qual espectadora da minha própria vida.
Nunca mudarei a minha vida para modo stand-by para que alguém tenha tempo de decidir o que quer que seja. A minha vida não pára!
Por isso, meus queridos deste terceiro género, se quiserem, até podem fazer-me um pirete. Mostrar-me o dedinho do meio. De qualquer forma, eu mostrei o meu primeiro!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Mas quê??
R. (três maravilhosas primaveras ), no fim de mais um dia passado no infantário:
- Mãe! Mãaaaae!
- Sim, R.?
- Eu sei! Eu sei!
- Tu sabes o quê?
- Eu sei que tu não tens uma coisinha e o pai não tem uma pilinha!
- Ai não?
- Não! Tu não sabes!!!
Nisto, faz um ar muito importante:
- O pai tem um pénis e tu tens uma vagina...
- Mãe! Mãaaaae!
- Sim, R.?
- Eu sei! Eu sei!
- Tu sabes o quê?
- Eu sei que tu não tens uma coisinha e o pai não tem uma pilinha!
- Ai não?
- Não! Tu não sabes!!!
Nisto, faz um ar muito importante:
- O pai tem um pénis e tu tens uma vagina...
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Coisas que me deixam absolutamente possuída!
Eu detesto que estraguem as minhas revistas. Tenho um apreço especial por todas as Vogue's que já comprei e que guardo religiosamente. Uma pequena parte dessas revistas estava por baixo de uma das mesas sala. Eis se não quando, acabada de sair da casa-de-banho, me deparo com a cena que podem ver aí em baixo. Quase fiquei irritada. Quase. O meu lindo cão a roer as minhas revistas, enquanto a gata, já com idade para pôr algum juízo no cão, apreciava a cena. Lindo... Mas como não cheguei a ficar irritada e me fiquei só pelo quase ainda fui buscar a máquina fotográfica para registar o momento. Só depois fui acabar com aquela rambóia que estava a acontecer debaixo da mesa.
Após um belo raspanete, o diabrete ainda fica com estes olhinhos de carneiro mal morto, como quem diz não fui eu...
Arghhh assim é impossível ficar zangada. Chantagista emocional!
Vá, eu sei, eu sei, a minha vida não tem nada de interessante e, como não tenho bebés, não posso falar de fraldas e babetes, papas e merdas desse estilo, mas eu tinha avisado...
sábado, 23 de outubro de 2010
Depois não digam que eu não avisei!
De modo que as coisas por estes lados têm que mudar um bocadinho. Não, não vou deixar de ser Eu. Vou limitar-me a alimentar o Eu que, pelo menos por agora, mais quero ser. Vou restringir o acesso a este blogue a algo parecido com o coração que me bate no peito. Doravante, tentarei que este desempenhe unicamente a sua função vital no meu corpo, que é humano.
Preciso de alguma leveza. E não, não me refiro a perder uns quilos. Preciso de escrever (mais) inutilidades. Coisas que me passem pela cabeça mas não me façam pensar muito, se é que me faço entender...
Por isso, meus caros leitores, mais ou menos assíduos, comentadores ou não:
* não esperem que seja extremamente profunda na forma de escrever;
* não esperem a descrição de uma vida fantástica, socialmente agitada, porque essa não seria a minha;
* não esperem, no entanto, que venha a adoptar uma linguagem com muitos :-) e =) e ;-) e :( e ;-( e lol's pelo meio ( tirando esta excepção que se deu agora, eu ainda sou da velha guarda e isto não faz propriamente o meu estilo );
* não esperem, no entanto, que venha a adoptar uma linguagem com muitos :-) e =) e ;-) e :( e ;-( e lol's pelo meio ( tirando esta excepção que se deu agora, eu ainda sou da velha guarda e isto não faz propriamente o meu estilo );
* não esperem que me renda ao novo acordo ortográfico porque, se assim fosse, qualquer dia ainda me confundia e começava a pensar que estava no Brasil, galera! E eu estou em Portugal, minha gente, por isso, eu escrevo o português de Portugal, não o português do Brasil. As coisas estavam bem como estavam, ok?
* não esperem sentido de humor, aliás, não esperem nada. Não posso, portanto, prometer-vos muitas risadas às custas das linhas que aqui deixo;
* não esperem uma linguagem extremamente cuidada. Não me apetece, pura e simplesmente. Por isso, não fiquem muito ofendidos se virem algumas ou mesmo muitas, hum, como dizer, caralhadas por aqui. Sim, porque eu sou gaja de dizer algumas ou mesmo muitas asneiras. As mesmas que não terei pudor em escrever;
* não esperem que cumpra tudo o que referi anteriormente, porque um dia posso ter uma crise de amnésia, chorar baba e ranho e começar a escrever lamechices.
Se, ainda assim, decidirem ler, volto a repetir.. depois não digam que eu não avisei antes, boa?
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
É para ver se aprendes, B*zinha!
Para a próxima, se houver uma próxima, tenta não dar tanto.
É certo, quando dou, dou tudo, dou o melhor e o pior de mim. É certo, às vezes (imensas), tenho um feitio de merda e nem sempre sou a pessoa mais agradável do mundo. É certo, porra, que sou honesta, sou sincera, sou leal e todas aquelas coisas que parecem muito apreciadas nos outros mas que nem todos os mortais conseguem ser.
Fui levada a tomar uma decisão que não queria tomar. Porque não era nada disto que eu queria. Não era nada desta merda que eu queria, OK??? Quando tem que se optar entre uma de duas coisas que nos magoe, acabamos sempre por optar por aquela que nos magoa menos a longo-médio prazo. Mas no fundo queremos uma terceira hipótese que nem existe, uma terceira opção, aquela que nos faria estar bem. A verdade é que esta que escolhi magoa demais e não sei quanto mais tempo vai doer assim. Tenho a porcaria do coração em cacos porque acreditei naquilo que, um dia, pensei nunca vir a acreditar. Acreditei.
E agora tenho esta porcaria toda espalhada no chão. E agora nem sei como voltar a juntar tudo. E agora não sei se haverá cola que me valha.
É certo, quando dou, dou tudo, dou o melhor e o pior de mim. É certo, às vezes (imensas), tenho um feitio de merda e nem sempre sou a pessoa mais agradável do mundo. É certo, porra, que sou honesta, sou sincera, sou leal e todas aquelas coisas que parecem muito apreciadas nos outros mas que nem todos os mortais conseguem ser.
Fui levada a tomar uma decisão que não queria tomar. Porque não era nada disto que eu queria. Não era nada desta merda que eu queria, OK??? Quando tem que se optar entre uma de duas coisas que nos magoe, acabamos sempre por optar por aquela que nos magoa menos a longo-médio prazo. Mas no fundo queremos uma terceira hipótese que nem existe, uma terceira opção, aquela que nos faria estar bem. A verdade é que esta que escolhi magoa demais e não sei quanto mais tempo vai doer assim. Tenho a porcaria do coração em cacos porque acreditei naquilo que, um dia, pensei nunca vir a acreditar. Acreditei.
E agora tenho esta porcaria toda espalhada no chão. E agora nem sei como voltar a juntar tudo. E agora não sei se haverá cola que me valha.
Agora, put@ de vida, vê se me deixas morrer por um bocadinho que isto há-de acabar por melhorar.*
.
*Metaforicamente falando, claro.
Pequenos grandes amores.
... e eu estava a chorar sentada no chão. Ele sentou-se ao meu lado e não puxou a minha roupa com os dentes, num acto de brincadeira. Encostou apenas o focinho húmido à minha perna e deixou-se ficar assim, a olhar para mim.
... e eu sorri.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Há dias assim.
Podia arranjar-me e sair um bocado. Tomar um café. Ou ir ver aquele filme que estreou e que deve ser interessante. Podia continuar a ler aquele livro cujo marcador está na mesma página há dias...
Podia simplesmente telefonar a alguém e dizer que às vezes a vida é uma treta,que isto de ser gaja forte é uma grande merda e há coisas que doem. Há coisas que doem para cara***.
Hoje não me apetece nada. Não me apetece ouvir. Não me apetece falar mais. Não me apetece pensar ou sentir. Não me apetece comer. Não me apetece. Hoje não. Amanhã. Amanhã é outro dia.
E o amanhã é sempre melhor, não é?
Hoje não me apetece nada. Não me apetece ouvir. Não me apetece falar mais. Não me apetece pensar ou sentir. Não me apetece comer. Não me apetece. Hoje não. Amanhã. Amanhã é outro dia.
E o amanhã é sempre melhor, não é?
Eu prometo que amanhã vou pensar (mais) em mim.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
E pronto, é só para informar...
... que estou com uma tremenda gripe.
E há uma ligação qualquer entre o coração e o cérebro que está em permanente curto-circuito.
E há uma ligação qualquer entre o coração e o cérebro que está em permanente curto-circuito.
Tenho dito.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Contra todas as probabilidades, elas falham-me. As palavras. Aquele misterioso encadeado de letras ao qual nos habituámos a atribuir um significado. Falham-me. Silêncio. Tento ouvir a tua voz, outrora poesia em mim. Cedo. Ainda não sei em que momento comecei a morrer. Talvez algures entre o momento em que a voz nos doeu e calou e o dia em que sucumbi, amputada de amor.
Tenho saudades de mim. Tenho saudades de me encontrar em mim quando olho para dentro do peito. A dúvida. A estúpida dúvida que despe as assimetrias dos sentimentos. É nesse preciso instante que me contenho nesta que já não sou eu. E todas as palavras deixam de fazer sentido. A dúvida. Castradora. Testemunha de silêncios incómodos em que os olhos se perdem no chão.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Sim, neste blogue (também) há espaço para pensamentos estúpidos.
Hoje, ouvi um senhor dizer que já que veio das Ilhas para o Continente para assistir à vitória da equipa do Jesus, aproveitava e ficava mais uns dias para ver o Papa (assim, fica tudo em família). Isto sim! Isto é que é fé. Isto é que é esperança, mesmo depois de tantos anos de sofrimento. Posto isto, talvez tenha lógica pensar que o número de peregrinos benfiquistas a caminho de Fátima aumentou susbstancialmente. Eu acho que sim. Ao menos que agradeçam!
Não, isto não é despeito de portista a falar mais alto. O meu único clube continua a ser o do Contra. =)
E agora, se me dão licencinha,
vou ali ter uma conversa directamente com Deus,
que isto de andar com intermediários não dá com nada...
terça-feira, 16 de março de 2010
Aceito opiniões!!! Não custa nada, é de borla...
A pintura deste banquinho foi a descoberta de uma paixão que, pelos vistos, estava adormecida em mim...
Só não sei, por enquanto, se este será o início de algo diferente.
Espero as vossas opiniões acerca desta pequena "obra"! =)
Agradecida, sim?
segunda-feira, 15 de março de 2010
Adoro esta mulher!
(...)
You know I love you baby
More than the whole wide world
I'm your woman
You know you are my pearl
Let's go out past the party lights
We can finally be alone
Come with me and we can take the long way home
Come with me, together we can take the long way home
Come with me, together we can take the long way home
(...)
The long way home
You know I love you baby
More than the whole wide world
I'm your woman
You know you are my pearl
Let's go out past the party lights
We can finally be alone
Come with me and we can take the long way home
Come with me, together we can take the long way home
Come with me, together we can take the long way home
(...)
The long way home
Norah Jones
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